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» Depósitos bancários: nem sempre são o que prometem
Inserido em: 2011-05-05

Na conjuntura actual, e perante a impossibilidade de obterem financiamento externo, os bancos nacionais centram-se na captação de poupanças cá dentro. Os depósitos dos portugueses estão a tornar-se cada vez mais atractivos para as instituições financeiras e vale tudo na hora de captar novos clientes. Esteja atento, pois nem sempre o prometido é cumprido.

Segundo a Associação de Defesa do Consumidor, na Proteste Poupança de Maio, os depósitos de taxa crescente prometem rendimentos na ordem dos 6%, mas tal não passa de uma promessa.

O alerta surge após a análise de 38 depósitos de taxa crescente, por parte do boletim financeiro da revista, donde se concluiu que vários depósitos atingem esta taxa apenas no último período.

“No primeiro ano, todos rendem menos que a inflação prevista para 2011 (3,6%) e menos até do que o melhor depósito a 12 meses (3,7% líquidos”, explica a publicação.

Quer isto dizer que o rendimento efectivo líquido (rendimento anual para a totalidade da aplicação financeira) é “bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários: 3,8% liquidos, na melhor das hipóteses.”

Se tem a certeza de que não vai necessitar do capital a médio/longo prazo, pode optar por alternativas mais rentáveis, como os Certificados do Tesouro (5,3% a 5 anos) e as Obrigações do Tesouro, cujo rendimento já supera os 10% ao ano para quem mantiver até ao vencimento (prazo de 3 anos).

Para a Deco, as imposições de transparência do Banco de Portugal ainda não estão a dar os resultados pretendidos. Há cerca de um ano, o Banco de Portugal introduziu uma legislação que proíbe a utilização de designações enganadoras nos depósitos e, nestes casos, o anúncio de rentabilidade que induzam em erro ou escondam a taxa efectiva.

“Vários anúncios continuam a controlar a legislação, usando expressões ‘até 6%’, por exemplo, para cativar o consumidor. Apesar de legais, estas técnicas de marketing são enganadoras e podem contribuir para decisões de investimento menos acertadas”, alerta a Deco.

Segundo a  Associação para Defesa do Consumidor, deveriam existir regras uniformes para todos os produtos financeiros.

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